Com base em dados recolhidos em 200 recetores espalhados por toda a China, o estudo da Universidade de Chicago calcula que a taxa de partículas finas no ar, muito prejudiciais à saúde, reduziu-se em 32% entre 2013 e 2017.

Se essa tendência se mantiver, a esperança média de vida dos chineses pode aumentar até 2,4 anos, segundo o estudo. As partículas finas —também conhecidas como PM2,5 pelo seu diâmetro máximo — são determinantes tanto nas doenças cardiovasculares e respiratórias, como no cancro.

"Não existem exemplos de um país que tenha conseguido uma redução tão rápida da poluição atmosférica. É extraordinário", comentou à agência de notícias France Presse Michael Greenstone, que dirigiu o estudo do Instituto de Política Energética da Universidade de Chicago.

EUA precisaram de mais tempo para conseguirem resultado semelhante

Já os Estados Unidos precisaram de mais de dez anos para uma melhoriaa comparável, após aprovarem uma lei nesse sentido em 1970.

"Esses quatro anos demonstram que as coisas podem mudar, mesmo rapidamente, graças à vontade política", disse Greenstone.

Sob pressão da opinião pública, o regime comunista chinês lançou em 2013 um plano contra a poluição destinado a reduzir em 25% a taxa de partículas finas no ar nas regiões de Pequim e Xangai.

"A China não é considerado um país democrático, mas constatamos que o governo teve de tomar as medidas que a opinião pública exigia", afirmou Greenstone.