Há muito que os jogos de luz e sombra cativam. Basta que nos foquemos na milenar arte chinesa do teatro de sombras para vermos como, a partir de formas elementares, se cria um enredo e novos mundos.

Vincent Bal, um realizador de cinema e ilustrador belga, empresta o seu talento a uma forma peculiar de olhar para os jogos de luz e sombra que objetos do quotidiano imprimem sobre uma simples folha de papel.

De um pente, um copo de água, a chávena de café, até mesmo de uma lupa ou de uma lâmpada, centenas de artefactos “banais” serviram já de inspiração à ilustração do belga.

O trabalho de Vincent é espontâneo. O artista não antecipa o que irá desenhar, partindo do objeto e da sombra que este deixa sobre a folha de papel para nos contar uma história tão breve quanto pode ser um desenho numa folha A4.

Bal iniciou esta série, já longa, de ilustrações em 2016 no decorrer de filmagens. Sentado à mesa para apreciar o seu café, percebeu que a chávena traçava na mesa um perfil interessante para completar com caneta. Assim o fez, fotografou a ilustração, partilhou no seu Instagram e iniciava um trabalho que já conta com centenas de desenhos.

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