Tem 636 quilómetros de comprimento e 80 quilómetros de largura e é o maior lago de água doce de toda a Ásia. Além de ser o maior em volume de água do mundo, é também o mais antigo e o mais profundo do planeta, com 1.680 metros de profundidade máxima conhecida. Nele, desaguam cerca de 300 rios. Com 25 milhões de anos, o lago Baical, que fica na região montanhosa da Sibéria, é, ainda, o mais limpo do globo.

Localizado a norte da fronteira com a Mongólia, é um dos grandes orgulhos da Rússia, país de Kristina Makeeva. A fotógrafa, residente em Moscovo, visitou-o pela primeira vez no inverno de 2018 e ficou, de tal maneira, impressionada que decidiu regressar na primavera seguinte para ver como seria com menos gelo e com mais vegetação, aconselhando os turistas a eleger esta estação para (re)descobrir as belezas naturais da região.

"Pensei que seria no inverno que esta zona teria mais interesse mas, afinal, estava enganada. Na primavera, quando o lago se liberta do gelo, as focas se aquecem ao sol e o alecrim floresce nas suas margens, o lago é ainda mais bonito", afiança Kristina Makeeva. Ainda assim, a fotógrafa não desaconselha uma visita ao lugar na estação mais fria, ainda que as condições climatéricas sejam mais adversas nesta altura do ano.

"A sua água pura cria um mundo incrível no inverno, quando o lago fica coberto por uma crosta de gelo. As bolhas de metano e de oxigénio das plantas congelam momentaneamente, criando um modelo do cosmos em três dimensões", descreve a fotógrafa russa, que apela aos residentes e aos turistas que o visitam que o mantenham limpo. "É único, bonito e surpreendente. Seria lamentável perdê-lo", salienta Kristina Makeeva.

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