A queda na concentração de dióxido de nitrogénio (NO2) foi notada primeiro perto de Wuhan, o epicentro da epidemia, mas depois alastrou-se gradualmente para outras regiões da China, segundo cientistas da NASA que examinaram as imagens dos seus satélites e da Agência Espacial Europeia (ESA).

O dióxido de nitrogénio é libertado no ar principalmente por veículos automóveis e centrais de energia térmicas e podem causar problemas respiratórios, incluindo asma.

Os mapas que indicam as concentrações de NO2 mostram uma queda acentuada entre a primeira quinzena de janeiro, antes da quarentena imposta a Wuhan e depois a outras cidades da China, e o período de 10 a 25 de fevereiro.

A poluição na China costuma diminuir na época do Ano Novo chinês, mas o declínio deste ano é de 30% em algumas regiões do leste e centro da China.

"Há evidências de que essa mudança seja pelo menos em parte devido à desaceleração económica causada pela epidemia de coronavírus", afirmou o Observatório da Terra da NASA em comunicado.

"É a primeira vez que vejo uma mudança tão significativa em uma região tão grande e relacionada a um evento em particular", explicou Fei Liu, cientista da qualidade do ar da NASA.

A crise económica global de 2008 causou uma queda da poluição por NO2 em vários países, mas de forma muito mais gradual, acrescentou.

Em meados de fevereiro, um estudo do Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo (Crea) com sede na Finlândia indicou que, no período de 3 a 16 de fevereiro, as emissões de CO2 tinham diminuído quase 25% em comparação com no mesmo período do ano anterior, representando uma redução de 6% nas emissões globais no mesmo período.

A nova epidemia de coronavírus ultrapassou nesta segunda-feira o balanço de 3.000 mortos em todo o mundo. Na China, onde o vírus apareceu no final de 2019, as autoridades anunciaram 42 novas mortes, o que eleva o saldo da doença no país para 2.912 vítimas fatais.

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