Luís Torrão, oftalmologista da SPO, começa por explicar que "a conjuntivite, uma inflamação da conjuntiva, a túnica fina que reveste o globo e a pálpebra, pode ser de causa infeciosa ou não infeciosa. Entre as não infeciosas, as conjuntivites alérgicas são as mais comuns, atingindo uma larga margem dos pacientes, sendo os principais sintomas apontados: ardor nos olhos, os olhos vermelhos, o lacrimejo, o inchaço e/ou a dor ou desconforto nos olhos"

Pela sua epidemiologia, a conjuntivite alérgica acaba por ser mais penosa para as pessoas em momentos sazonais, como na primavera, especialmente se forem adeptos de exercícios ao ar livre. "Isto acontece porque as pessoas ficam mais expostas ao elevado nível alergénios, como por exemplos os pólens típicos da primavera", explica o oftalmologista da SPO.

Recomendações

De forma a proteger os olhos e a aliviar os sintomas de quem pratica exercício físico ao ar livre e sofre de conjuntivite alérgica, a SPO deixa conselhos importantes:

- Podem ser utilizados colírios adequados à diminuição da carga de alergénios, como as  lágrimas artificiais, ou agentes terapêuticos como os anti-histamínicos tópicos ou sistémicos;

- Devem-se evitar zonas de maior concentração de alergénios aquando a prática desportiva;

- É importante não usar lentes de contacto e, se necessário, optar por proteções oculares certificadas à medida de cada modalidade desportiva que podem proteger tanto os sintomas da conjuntivite, como outros problemas maiores;

- Sempre que tiver com as mãos em contacto com a natureza lave-as antes de mexer nos olhos.

"Mas mais importante que tudo, deve consultar o seu médico oftalmologista porque cada caso é um caso e com a prevenção certa poderá fazer todo o tipo de exercício físico ao ar livre sem prejudicar a sua visão", termina o especialista.

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