Em declarações à imprensa, à margem de um encontro com representantes de igrejas e da sociedade civil, o dirigente explicou que, neste período, foram testadas um milhão e trezentas pessoas (de ambos os sexos), das quais 39 mil tiveram resultado positivo.

Os dados representam uma taxa bruta de 2.9 por cento, explicou o dirigente, sublinhando que, no mesmo período, foram testadas 500 mil mulheres, com oito mil e 264 casos positivos.

Angola tem uma prevalência de VIH estimada em 2,0% em pessoas de 15 a 49 anos, segundo o Inquérito de Indicadores Múltiplos de Saúde (2015-16), o que dá a estimativa de 310 mil pessoas a viver com esta doença no país.

O Cunene regista a maior taxa de incidência e de prevalência do VIH/Sida, com uma  taxa de 6.1 por cento de novas transmissões.

Segundo dados do Ministério da Saúde (MINSA), depois do Cunene, seguem-se Cuando Cubango, com cinco por cento, e o Moxico, com quatro, enquanto o Zaire representa a menor taxa (0,5).

Para Franco Mufinda, com o trabalho de corte vertical, inserido na campanha "Nascer Livre Para Brilhar", reduziu-se o índice de transmissão do VIH da mãe para filho em Angola.

A campanha foi lançada pela primeira-dama da Republica, Ana Dias Lourenço, em Dezembro de 2018, para reduzir a taxa de transmissão do vírus, de 26 por cento, em 2019, para 14, ate 2021.

O Instituto de Luta Contra a Sida controla, actualmente, mais de 100 mil pessoas que fazem tratamento anti-retroviral, sublinhando que o Governo paga 70 por cento dos medicamentos e os outros 30 são da responsabilidade do Fundo Global.

Em relação à luta contra a malária, explicou que a Embaixada os Estados Unidos em Angola contribui com 22 milhões de dólares.

Já a secretária-geral do CiCA, Deolinda Tecas, adiantou que as igrejas estão, em parceria com o Ministério da Saúde, a ajudar a combater as epidemias no país.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.