Portugal regista 973 mortes associadas à COVID-19 e 24.505 de infeção, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS). Relativamente aos dados de terça-feira, há um aumento de 25 mortos (crescimento percentual de 2,6%) e de 183 infetados (subida percentual de 0,8%).

No total há já 1.470 casos de recuperação, mais 81 que ontem. A taxa de letalidade em Portugal situa-se, nesta altura, nos 4%.

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de terça-feira, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 556 óbitos, seguida da região Centro (196), da região de Lisboa e Vale do Tejo (195) e do Algarve (13). Pelo menos uma morte foi registada no Alentejo. Há 12 mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira não há óbitos registados.

Em todo o território nacional, há 980 doentes internados, mais 44 do que na terça-feira, e 169 em unidades de cuidados intensivos, menos três que ontem.

Pelo menos 3.825 pessoas aguardam resultado laboratorial e 29.568 estão em vigilância pelas autoridades. Desde 1 de janeiro registaram-se 243.655 casos suspeitos, sendo que 215.325 não se confirmaram.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Das mortes registadas, 658 tinham mais de 80 anos, 191 tinham idades entre os 70 e os 79 anos, 86 entre os 60 e 69 anos, 28 entre 50 e 59 e dez entre os 40 e os 49.

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, com 14.715 infetados, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (5.695), da região Centro (3.340), do Algarve (330) e do Alentejo (214). Nos Açores, existem 125 casos confirmados e na Madeira 86.

Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo coronavírus, com 1.447 casos, seguida de Vila Nova de Gaia (1.322), Porto (1.189), Matosinhos (1.068), Braga (1.012), Gondomar (966), Maia (836), Valongo (699), Sintra (577), Ovar (556) e Coimbra (406).

Há ainda 3.410 doentes com idades entre 30 e 39 anos, 2.897 entre os 60 e 69 anos, 2.788 entre os 20 e os 29 anos e 2.189 com idades entre 70 e 79 anos.

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 50 aos 59 anos (4.136), seguida da faixa é a dos 40 aos 49 anos (4.119), e das pessoas com mais de 80 anos, em que há 3.836 casos.

A DGS regista ainda 401 casos de crianças até aos nove anos e 729 de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.

De acordo com o boletim divulgado hoje, 48% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 35% febre, 22% dores musculares, 21% cefaleia, 17% fraqueza generalizada e 12% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 85% dos casos confirmados.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Segundo esse relatório da Direção-Geral da Saúde, 171 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 137 de França, 88 do Reino Unido, 48 dos Emirados Árabes Unidos, 45 da Suíça, 32 de Andorra, 30 do Brasil, 29 de Itália, 24 dos Estados Unidos, 19 dos Países Baixos, 18 da Argentina, 15 da Austrália, 10 da Alemanha e também 10 na Bélgica.

O boletim dá ainda conta de oito casos da Áustria, seis do Canadá e quatro de Cabo Verde, quatro do Egito e quatro da Índia.

Há ainda três casos importados da Guatemala, Israel, Irlanda e Tailândia. Há também dois casos importados da África do Sul, Chile, Cuba, Jamaica, Luxemburgo, Malta, México, Paquistão e Suécia.

Foram importados um caso da Alemanha e Áustria, outro da Alemanha e Irlanda e ainda um de Andorra e Espanha. Há igualmente registo de um caso importado de países como Azerbaijão, China, Dinamarca, Indonésia, Irão, Japão, Maldivas, Marrocos, Noruega, Polónia, Qatar, República Checa, Singapura, Turquia, Ucrânia e Venezuela.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

O decreto presidencial que prolonga até 02 de maio o estado de emergência iniciado em 19 de março prevê a possibilidade de uma "abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais".

Número de infetados supera os três milhões

A pandemia de COVID-19 já matou 217.439 pessoas e infetou mais de três milhões em todo o mundo desde que surgiu em dezembro na cidade chinesa de Wuhan, segundo um balanço da AFP às 11:00. De acordo com os dados da agência de notícias francesa, a partir de dados oficiais, foram registados 217.439 mortos e mais de 3.104.330 infetados em 193 países. Pelo menos 859.100 foram consideradas curadas pelas autoridades de saúde.

Os Estados Unidos, que registaram a primeira morte ligada ao coronavírus no final de fevereiro, lideram em número de mortos e casos, com 58.355 e 1.012.583, respetivamente. Pelo menos 115.936 pessoas foram declaradas curadas pelas autoridades de saúde nos Estados Unidos.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são Itália, com 27.359 mortos para 201.505 casos, Espanha com 24.275 mortos (212.917 casos), França com 23.660 mortos (168.935 casos) e Reino Unido com 21.678 mortos (161.145 casos).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizou 82.858 casos (22 novos entre terça-feira e hoje), incluindo 4.633 mortos (nenhuma nova) e 77.578 curados.

O Chade anunciou na terça-feira os primeiros mortos ligadas ao vírus no seu território.

Até às 11:00 de hoje, a Europa totalizou 129.723 mortos para 1.431.470 casos, Estados Unidos e Canadá 61.284 mortos (1.062.398 casos), América Latina e Caraíbas 9.827 mortos (189.199 casos), Ásia 8.376 mortos (213.792 casos), Médio Oriente 6.587 mortos (164.629 casos), África 1.526 mortos (34.786 casos) e Oceânia 116 mortes (8.057 casos).

A AFP alerta que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do número real de infeções, já que um grande número de países está agora a testar apenas os casos que requerem atendimento hospitalar.

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