Em declarações hoje, sexta-feira, à Angop, o alfaiate Mabanza Fernando de 57 anos de idade, 40 dos quais na profissão, referiu que nos últimos anos a procura pelos serviços de confecção de roupas diminuiu consideravelmente, limitando aos consertos.

Lembrou que a profissão requer muito desempenho e não tem sido valorizada, pois trabalha-se muito e ganha-se pouco.

Pinde Macuquina, outro alfaiate de 66 anos de idade, disse que os jovens actualmente não se dedicam as profissões liberais, alguns aprendem o básico, acham que já são mestres e desistem.

“Ainda tenho esperanças, pretendemos criar um atelier para desenvolvermos melhor as nossas habilidades e instruirmos os jovens, visando termos melhor rendimento para sustento da família e compra de matéria-prima", frisou.

Os preços das confecções variam, sendo que um vestido com o tecido do cliente custa cinco mil Kwanzas, fato com tecido do cliente 26 mil, enquanto um traje com tecido africano cinco mil Kwanzas.

Por sua  vez, Alberto Panzo de 45 anos de idade, que exerce a profissão há 20 anos, lamentou a falta de matérias primas no mercado informal nacional, assim como de instalações adequadas para o exercício da sua actividade.