David Tesinsky é um fotógrafo de 28 anos que imprime uma forte preocupação sociológica nos seus trabalhos documentais, muitas vezes controversos. O que mais o fascina na profissão são as subculturas e a procura das "histórias do povo", como lhes chama, que já deram origem a fotografias que acabaram nas páginas de publicações internacionais como o jornal italiano La Repubblica ou a revista francesa Paris Match.

O Daily Mail, o Libération, o Daily Express, o The Huffington Post, o The Sun e a edição italiana da Vanity Fair são outros dos (muitos) títulos que também deram destaque a imagens de David Tesinsky, que num dos seus últimos trabalhos andou a deambular pelas ruas da capital glamorosa francesa em busca do outro lado da cidade. O resultado são as fotografias que pode ver na galeria de imagens que se segue.

Além de pessoas sem-abrigo, também encontrou muitos refugiados e indigentes sem rumo. Alguns deixaram-se convencer a serem imortalizados pela objetiva do fotógrafo checo, que gosta de desfazer mitos. "Fiz esta série [em Paris] com o intuito de dar uma diferente perspetiva desta cidade, para que se perceba que não se trata apenas da Torre Eiffel e de lojas chiques e sofisticadas", justificou já publicamente David Tesinsky.

Esta está, no entanto, longe de ser a primeira vez que o fotógrafo mostra realidades que muitos preferiam manter ocultas. Na República Checa, o seu país natal, trabalhou durante oito meses num projeto sobre o consumo de drogas, em Praga, que também registou fotograficamente. Em Tóquio e em Osaka, no Japão, retratou uma tragicomédia acerca da vida de alguns empresários japoneses. Chamou-lhe "O homem máquina".

Temáticas como o exorcismo na Etiópia, a opressão de gays, lésbicas e transexuais na Bielorrússia, os movimento punk em Berlim, a vida nas favelas do Nepal, da Índia, do Japão e da Tailândia, a prostituição nos países subdesenvolvidos e os maus-tratos a animais, sobretudo no continente asiático, levaram a que David Tesinsky viajasse pela Ásia, pela Europa, pela América e por África nos últimos sete anos.

Trabalhos como "Filhos do islão", sobre jovens revolucionários participantes num movimento underground iraniano, são, a par de "O rap é a nossa religião", um registo fotográfico documental sobre a vida quotidiana dos rappers de Detroit, Bronx, Brooklyn e Baltimore, nos EUA, outros dos exemplos das temáticas que levam o fotógrafo checo a andar pelo mundo com o intuito de despertar consciências com o seu trabalho.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.