Violência gera violência. Um grupo de psicólogos britânicos está a apelar ao governo para que penalize a palmada nas crianças, advertindo sobre o efeito que isso pode ter na saúde mental dos mais novos. Os especialistas defendem que bater estimula a agressividade e os comportamentos anti-sociais.

Os pais e educadores britânicos estão legalmente autorizados a bater nas crianças se o castigo puder ser descrito como “punição razoável”, o que ficou definido na lei a partir de 2004.

Segundo uma notícia do Independent, os psicólogos que apoiam a proibição alegam que bater nunca é um método eficaz para disciplinar, independentemente das circunstâncias.

Os castigos físicos tornaram-se ilegais nas escolas públicas britânicas em 1986, mas mantiveram-se legais no ensino privado até 1998 em Inglaterra e no país de Gales, até 2000 na Escócia e até 2003 na Irlanda do Norte.

Em países como Portugal, Suécia, Irlanda, Espanha e Alemanha é totalmente proibido punir fisicamente as crianças.
A moção a apresentar pela associação de psicólogos faz referência a iniciativas semelhantes na Escócia e no País de Gales. No início deste ano, foi anunciado que o governo galês estava a propor a proibição de bater nas crianças, pedindo à população a sua opinião sobre o assunto.

A organização de solidariedade Save the Children afirma que todas as crianças têm o “direito à proteção contra a violência, exploração, abuso e negligência” e descreve o ato de bater numa criança como uma forma de “abuso infantil” – à semelhança da Declaração Universal dos Direitos da Criança.

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