Ao falar à Angop, a fonte frisou que, relação ao período anterior, registou-se o aumento de mais de cem óbitos, tendo afirmado que as autoridades sanitárias da província continuam a trabalhar para reduzir as mortes por malária, pedindo a sensibilidade da população para colaborar na limpeza dos bairros e dos charcos, para evitar a reprodução do mosquito transmissor da doença.

De acordo João Campos Cacungula, a maioria dos óbitos ocorreu no hospital central, com 199 casos, a seguir no hospital do município do Andulo, com 58 casos, o Chinguar (57) e Camacupa, com 32 mortes.

A vila do Chitembo registou, no mesmo período, 22 óbitos, em Catabola (21), em Nharea 20, enquanto os municípios do Cunhinga e do Cuito registaram 14 mortes cada.

A província do Bié, centro de Angola, tem uma população estimada em um milhão, 455 mil e 225 habitantes, tendo 178 unidades sanitárias, destas salienta-se um Hospital Geral, seis missionários, nove municipais, 38 centros e 119 postos de Saúde.

Os serviços hospitalares são assegurados por três mil e 570 funcionários, sendo 84 médicos (13 nacionais), enfermeiros e pessoal de apoio hospitalar.

Além da malária, o responsável indicou que foram ainda tratados, nas unidades sanitárias, pacientes com outras doenças, tais como tuberculose, HIV/Sida, infecções respiratórias e diarreias agudas, doenças hipertensivas e conjuntivite.