Esta informação foi prestada hoje, quinta-feira, em Luanda, pelo coordenador do Sistema das Nações Unidas em Angola, Paolo Balladelli, durante a apresentação, pela primeira-dama de Angola, da campanha “Nascer livre para brilhar”, que visa acabar com o Sida pediátrico até 2030.

De acordo com o responsável, aumentar o conhecimento de prevenção, defender a priorização de atendimento nos serviços de saúde e aumentar a sensibilização para incentivar toda mulher grávida a conhecer o seu estado serológico e do seu parceiro são outros pressupostos que permitem evitar a transmissão de mãe para filho.

Embora grandes avanços tenham sido feitos, há desafios para alcançar todas as mulheres que precisam deste serviço, tendo destacado a importância da decisão da primeira-dama de liderar a campanha que permitirá salvar a vida de muitas crianças angolanas.

Para si, o gesto demonstra o compromisso, consciência e engajamento em acabar com a epidemia que directamente condena as crianças.

Até a presente data, no mundo, 76 milhões de pessoas ficaram infectadas pelo VIH e 35 milhões morreram, acrescentando que no dia 1 de Dezembro, data consagrada a luta contra a doença, deve ser aproveitado para se reforçar o compromisso e as acções para se eliminar o estigma e realizar a prevenção, testagem e tratamento.

Actualmente se está num ponto crítico da Sida, pelo que esforços e investimentos concertados agora podem resultar no fim, até 2030, do VIH/Sida como ameaça para saúde pública em Angola.

Para o efeito, é necessário o envolvimento a todos os níveis, incluindo presidentes,para se  alcançar as crianças mais necessitadas, serviços contínuos de prevenção do VIH para garantir que continuem livres do vírus a medida que cresçam até a adolescência e a idade adulta.

Acredita que com o compromisso da primeira-dama, esposas dos governadores e o apoio de todos os parceiros nacionais e internacionais, com recursos, e uma implementação de qualidade, é possível conseguir mudanças importantes em Angola para garantir uma geração sem Sida.

Garantiu o apoio total do sistema das Nações Unidas e de todos parceiros da comunidade internacional para o sucesso da campanha “Nascer livre para brilhar”.

Durante o evento, a primeira-dama fez a apresentação dos embaixadores da campanha:  Victória da Conceição (ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher), Luís Bernardino (médico), reverenda Deolinda Teca (secretária geral do CICA), Celestino Elias (melhor jogador do mundo de futebol  adaptado), Teresa de Almeida "Ba" (andebolista), José Sayovo (atleta paralimpico) e Carolina Pinto (activista).

A rainha Nhakatolo Tchilombo, soberana dos Luvales, Yola Semedo (cantora) e os jornalistas Ernesto Bartolomeu e Kenia Kamotin fazem igualmente parte da lista dos embaixadores.

Em Angola, a taxa de prevalência da transmissão do VIH de mãe para filho é de dois porcento, segundo dados do Inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde (IIMS) do Instituto Nacional de Estatística (2015-2016).

O Programa de Transmissão do VIH de mãe para filho teve início, no país, em 2004, com a denominação Corte de Transmissão Vertical.