A situação está a preocupar as autoridades sanitárias, uma vez que 10 crianças com idades compreendidas entre 10 e 12 anos estão a ser medicados por semana, com administração de insulina e outros fármacos, gratuitamente.

Segundo o médico, que falava  durante o acto central do Dia Mundial da Diabetes, esses números são preocupantes e tudo deve ser feito para se alterar o quadro clínico, uma vez que são registados todos os meses dois novos casos de diabetes.

Neste caso, o pediatra recomenda mais acções de prevenção, com campanhas de sensibilização das famílias no que concerne a uma alimentação mais cuidada e actos de rastreio nas escolas, tendo em conta a dificuldade de diagnóstico que muitas vezes são confundindo com malária.

Carlos Faustino disse que o tardío diagnóstico da doença leva com que muitas crianças cheguem ao hospital com complicações aguda da diabete (Cetoacidose diabética), que ocorre mais em pacientes com diabetes do tipo 1, facto que leva aos cuidados intensivo.

O profissional da saúde referiu ainda que em crianças não existem causas definidas e, na sua maioria, a diabete do tipo 1, apresenta factores de idiopática e imunológica,  e a do tipo 2 está mais associada a hereditariedade e aos hábitos alimentares.

Recomenda ainda a realização do controlo de glicemia nas crianças e melhorar os hábitos alimentares, diminuindo, principalmente, a ingestão de açúcar.

Por sua vez, o chefe do departamento de controlo de doenças da Direcção Nacional de Saúde Pública, Peliganga Baião, referiu que a diabete é um problema de saúde pública e a família joga um papel fundamental na abordagem dos factores de risco modificável, principalmente na diabete do tipo II, recebendo a educação e outros recursos que levam um estilo de vida saudável.

Actualmente a diabetes é a mais comum das doenças não transmissíveis com elevada prevalência e incidência.

Atinge já cerca de 415 milhões de pessoas em todo o mundo e continua a aumentar em todos os países.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.