Este dado foi divulgado, nesta quarta-feira, em Luanda, à ANGOP, pelo oficial nacional de monitoria e avaliação do programa nacional de controlo a malária, Mário Dumbo Hossi, ressaltando que com este número poderão registar até ao final do ano um registo superior a de mais de seis milhões de casos comparativamente a 2018.

Apesar desse registo, dos quais 15 por cento são graves, foram registados apenas seis mil óbitos por malária, representando uma redução de cinco mil casos se comparado a igual período do ano passado.

“Calculadamente chegaremos a uma estimativa de redução de mais 40 por cento óbitos e estamos satisfeito com os indicadores relacionados a mortalidade por malária, porque temos notado uma redução enorme desde 2016”, disse.

Mário Dumbo Hossi referiu que a redução de casos de mortes por malária mostram que o manuseamento dos casos graves ao nível das instituições sanitárias tem sido de boa qualidade.

“Epidemiologicamente falando, se tens um aumento dos casos de malária mas diminuiu os óbitos é uma amostra clara que o manejo de casos de graves é de boa qualidade, visto que o objectivo é evitar que a pessoa encontre a morte”, acrescentou.

Realçou que a diminuição de casos de mortes deve-se também a introdução, em grandes quantidades, neste ano, do artesunato injectável para o tratamento da malária grave, bem como a falta de roturas de medicamentos nas unidades sanitárias para tratar estes casos.

Explicou que o aumento de casos de malária está ligado com a redução, desde 2015, das acções de prevenção no país.

Considerou a situação da malária em Angola como estável e controlada, apesar de se registar um aumento de casos.

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