Pelo quarto ano consecutivo (2016), a província de Luanda celebra a quadra festiva sem decoração nas principais avenidas, ruas e largos, que se encontram “despidos” de qualquer enfeites.

Algumas instituições públicas e privadas  decoraram as faixadas principais e montaram árvores de natal gigantes, o que contrasta com a “pobreza” natalina das ruas e largos.

Segundo fonte do Governo de Luanda, contactada pela Angop, a responsabilidade de engalanar as avenidas, ruas e largos é das administrações municipais e distritos urbanos.

Fonte da Comissão Administrativa da Cidade de Luanda disse, no entanto, que a semelhança do ano anterior, não foram distribuídas verbas para aquisição dos enfeites de Natal.

Numa ronda efectuada pela Angop hoje (segunda-feira), constata-se que os locais habituais, tais como os postes de iluminação pública, árvores e pedonais, com realce para as avenidas 4 de Fevereiro, Deolinda Rodrigues, Hoji ya Henda, Combatentes,  Ho-chi-nim, ruas do Eixo Viário, Portugal, Rei Katiavala, Amilcar Cabral, Major Canhangulo, Rainha Ginga, entre outras, não foram decorados.

O Largo das Heroínas, para além de não ter decoração alguma este ano, continua  totalmente às escuras, pois os mais de dez postes de iluminação pública foram vandalizados.

Criar hábitos sustentáveis

No âmbito da sua estratégia de desenvolvimento sustentável, o Banco Económico voltou a partilhar com os luandenses uma árvore de Natal gigante,  na Avenida I Congresso do MPLA (Ingombota),  completamente produzida com garrafas de plástico.

Esta iniciativa visa sensibilizar os colaboradores e a sociedade sobre a importância da reciclagem e adopção de hábitos de consumo mais sustentáveis.

O museu da moeda instalou uma árvore gigante, enquanto os jardins do Governo de Luanda, da Comissão Administrativa de Luanda e algumas administrações municipais encontram-se, timidamente, decorados.

O estudante Pedro Carlos, contactado pela Angop, lamentou o facto de a decoração estar apenas em algumas instituições públicas.

Francisco de Almeida, funcionário público, questiona o facto de, repentinamente, Luanda ter perdido o hábito de festejar o Natal com a decoração das ruas.

Um outro munícipe, defendeu a reutilização do material usado, em 2018, para decoração deste ano (2019), fazendo-se a apenas a reposição do material avariado.

“No meu tempo, o natal era comemorado com familiares e vizinhos numa rua decorada, mas hoje já não acontece”, disse a anciã Maria Afonso.

Com mais de oito milhões de  habitantes, a capital angolana integra os municípios de Luanda, Belas, Talatona, Kilamba Kiaxi, Icolo e Bengo, Quiçama, Cacuaco, Cazenga e Viana.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.