As novas gorduras… incluindo as que não fazem mal!

Nem todas as alternativas aos óleos alimentares mais comuns são opções saudáveis. A nutricionista Lillian Barros ajuda a escolher as melhores.

Perante o interesse cada vez maior pela alimentação saudável e a crescente oferta de óleos alimentares, surgem dúvidas no momento de escolher a melhor opção para cada confeção culinária. Fritar, grelhar, cozer, refogar ou temperar? A resposta a esta pergunta ajuda a determinar o tipo de óleo a utilizar. «Os óleos têm um ponto de ebulição que deve ser respeitado», adverte a nutricionista Lillian Barros.

«Temperaturas acima do ponto de fumo provocam alterações na sua composição química. Estas alterações podem produzir substâncias tóxicas que acabam por se incorporar no preparo alimentar e prejudicar a nossa saúde», explica ainda a especialista, que a ajuda a fazer boas opções. Veja também a galeria de imagens com os ingredientes que não podem faltar na sua cozinha.

Gorduras que são boas opões

Contêm gorduras de boa qualidade, são ricos nutricionalmente e não se deterioram a altas temperaturas. Estas são as que a nutricionista Lilian Barros recomenda:

- Óleo de coco

Contém 860 kcal por 100 ml. «É composto maioritariamente por gordura saturada, com uma pequena quantidade de monoinsaturada e polinsaturada. É rico em vitaminas lipossolúveis (A, E, K) e ácidos gordos de cadeia média. Auxilia no funcionamento dos intestinos, é hidratante para pele e cabelos, ajuda na função da tiroide, é anti-inflamatório, ajuda a combater a fadiga e ainda pode ser um poderoso aliado na perda de peso», diz.

Em comparação com o azeite, «os dois são igualmente interessantes a nível nutricional». «O azeite pode ser uma melhor opção para temperos, mas o óleo de coco é melhor para ser usado em frituras», recomenda a especialista. Use-o, sobretudo, para fritar, grelhar, refogar e na confeção de bolos e bolachas.

Óleo de linhaça

Contém 880 kcal por 100 ml. «É uma gordura maioritariamente polinsaturada, com uma boa quantidade de gordura monoinsaturada e pouca gordura saturada. É rica em ácidos gordos ómega-3, porém, o tipo de ómega-3 encontrado neste óleo não é convertido de maneira eficaz pelo corpo na sua forma ativa em ácidos gordos ómega-6», refere Lilian Barros.

«Tem ação antioxidante e anti-inflamatória, é benéfico a nível intestinal, ajuda a estabilizar os níveis de açúcar no sangue e pode auxiliar ao nível do colesterol», acrescenta ainda a especialista. No entanto, «o azeite é uma gordura mais estável e, logo, menos propícia à oxidação. O óleo de linhaça pode ser melhor para fazer um bolo, e o azeite melhor para temperar uma salada ou fazer um refogado», complementa. Use-o em refogados e cozidos.

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