Elas estão presentes em muitos dos momentos marcantes das nossas vidas, no nascimento, num primeiro encontro, no casamento, nas reconciliações e, também, na derradeira despedida que fazemos aos que nos são próximos. Os ramos de flores são parte inalienável das celebrações de muitas culturas. No Japão, a arte floral tem nome, Ikebana, é centenária e faz uma eterna e procura, a da perfeição.

A Azuma Makoto, hoje com 42 anos, não foi indiferente desde a infância o cuidado e atenção que sua mãe dedicava às flores do jardim familiar. Makoto, cresceu rodeado de flores, aspirou ao mundo da música, mas acabou afirmando-se mundialmente com as suas instalações tendo por base ramos de flores.

O japonês, sediado em Tóquio, surpreende a cada novo trabalho tendo por mote o conceito de efémero. Para tal, o artista que se afirma, antes de mais, florista (tem, inclusivamente, uma florista em Tóquio), não hesita em enviar ramos de flores para a estratosfera, ao embalo de um balão de hélio e com o apoio de uma empresa aeroespacial. Um projeto que para o japonês teve um objetivo, criar uma espécie de "exobotânica", ou, preferindo-se, uma forma de vida vegetal extraterrestre. Uma instalação que, para o artista, também alertou para a necessidade de preservarmos o nosso planeta.

No outro contexto, mais terreno, Makoto apresentou 16 maciços blocos de gelo, encerrando cada um deles um majestoso ramos de flores. A instalação serviu de adereço a um desfile de moda numa fábrica nos arredores de Tóquio. Ao sabor do desfile os blocos de gelo derreteram, vertendo água sobre o chão de concreto e libertando as flores. Um processo que para o nipónico não encerrou apenas a beleza das muitas flores utilizadas na instalação. O degelo na passarela representou o culminar do inverno, o início da primavera.

Aqui pode acompanhar o projeto "Exobotânica" de Azuma Makoto.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.