Há quem o faça como forma de ocupar os tempos livres. Mas para o japonês Shunichi Matsuba, as réplicas a uma escala reduzida de cenas do quotidiano são assunto para se levar muito a sério. De tal ordem que é a criação de cenas do quotidiano urbano são a profissão deste nipónico. A arte de Matsuba tem um nome. O japonês elabora dioramas. Explicando, réplicas irrepreensíveis de cenários, dos contextos de recriação de episódios de batalhas passadas, a paisagens bucólicas.

Shunichi especializou-se em cenários urbanos, do seu país natal. As suas maquetas, por vezes compostas de milhares de elementos laborados à mão, ocupam os dias deste habitante de Tóquio. Um dia típico de Matsuba pode começar com uma fotografia no seu bairro transposta, mais tarde, para um primeiro esboço, ainda em papel, do diorama.

Seguem-se semanas de elaboração dos diferentes componentes do cenário. Um carro, como o que vemos na galeria que acompanha este artigo, envolve dezenas de partes e mais de uma semana de trabalho.

Matsuba é frequentemente convidado para colaborar com as equipas de adereços de produções cinematográficas, campanhas publicitárias, assim como para mostras permanentes em museus.

O japonês dá expressão no Oriente a uma arte que nasceu na Europa do século XIX. O primeiro diorama foi criado pelo cenógrafo Louis Daguerre e pelo artista plástico Charles Marie Bouton. Uma peça exposta em Londres em 1823.

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