Raku Inoue nasceu em Tóquio, no Japão, mas emigrou com os pais para Montreal, no Canadá, quando tinha nove anos. À medida que foi crescendo, foi sempre influenciado pelas duas culturas, a japonesa e a canadiana. "Para mim, origamis ​​e grafítis nunca estiveram dissociados", confidencia. Amante de arte e curioso por natureza, foi sempre experimentando diferentes maneiras de a expressar. A escultura, o desenho e a fotografia foram algumas delas.

Um dia, por causa do muito vento que se fazia sentir, uma grande parte das pétalas das roseiras do seu jardim acabou no chão. O artista apanhou-as e fez com elas a sua primeira escultura floral. "Achei esse processo tão calmante e tão terapêutico que fiz dele o meu exercício criativo de todas as manhãs, enquanto tomava café", prossegue. "Com o tempo, tornou-se a minha identidade artística", admitiu já publicamente, numa entrevista, Raku Inoue.

Desde a primeira criação, nunca mais parou. "No passado, trabalhei com cerâmica plástica, com fotografia digital e com [programas de tratamento e manipulação digital de imagens como o] Photoshop. Atualmente, sou profundamente inspirado pela natureza, pela sua beleza e por tudo o que ela tem para oferecer enquanto matéria-prima", esclarece o artista, o autor das surpreendentes esculturas florais que pode ver na galeria de imagens que se segue.

Enquanto estudava a estética da ikebana, a arte japonesa que é responsável por alguns dos mais belos arranjos florais confecionados em todo o mundo, Raku Inoue aprendeu a utilizar materiais sazonais. Para os seus trabalhos, passou a escolher aqueles que são mais abundantes em detrimento dos mais atraentes. "Depois de uma chuvada, apanho as pétalas que estão caídas no chão, ao invés de procurar flores ainda presas à árvore ou ao caule", explica.

"Procuro respeitar os materiais e a sua efemeridade. Aprendi rapidamente que nada dura para sempre na natureza", acrescenta Raku Inoue. Nos seus trabalhos, apresenta uma coleção diversificada de animais. Alguns demoram 20 minutos a fazer. Outros levam semanas a concretizar. "Depende da complexidade da escultura. Se são projetos tridimensionais, preciso de construir um núcleo de espuma como estrutura básica e isso leva tempo", refere ainda.

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