Comece por criar hábitos financeiros a longo-prazo

Os hábitos de poupança não são instantâneos, mas pode começar hoje mesmo a incorporá-los na sua rotina.

É importante criar hábitos de poupança e manter esses hábitos, porque aquilo que poupar hoje, irá gerar riqueza para poder usufruir amanhã.

Começar a poupar é sempre importante. Claro que quanto mais cedo o começar a fazer, melhor, mas nunca é tarde para começar a poupar. Se acha que já vai tarde, não deixe de o fazer. Evite apenas adiar o início da sua poupança.

A curiosidade é uma das melhores aliadas dos seus hábitos de poupança. Se não puder fazer mais nada para começar, experimente unicamente reavaliar os seus contratos e tarifários com operadoras de internet e televisão, por exemplo. Existem várias formas de começar a poupar dinheiro já este ano, mas que se traduzirão em poupanças de longo-prazo. Listámos algumas neste artigo.

Coloque a possibilidade de iniciar um plano de poupança mensal

Ao iniciar hoje um plano de poupança mensal de €50 e se o mantiver em curso durante os próximos 20 anos, conseguindo um retorno médio de 6% ao ano, irá acumular sensivelmente €23.100. Se começar dentro de cinco anos, para ter esse mesmo nível de poupança terá de colocar de lado €80.

Ou seja, é mais que rentável não adiar certas decisões, como é o caso do início da poupança. Neste caso, cinco anos levam-no a ter de fazer entregas mensais de um valor 60% superior.

Analise o seu orçamento familiar, categoria por categoria

Ao nos ser sugerido olharmos para o nosso orçamento familiar com o objetivo de analisarmos os nossos hábitos de consumo e, consequentemente, de reduzirmos as nossas despesas, o nosso primeiro instinto poderá ser argumentar que nunca nos sobra margem para tal.

Estude o seu orçamento familiar com cuidado e irá constatar que as pequenas despesas do dia a dia são responsáveis por lhe levar uma parcela muito significativa do seu dinheiro.

Tendo feito esta definição estará em condições de começar a cortar custos através da renegociação dos seus contratos, da eliminação de desperdício, da redução dos custos com os seus seguros e de despesas que não valem a pena manter.

Analise as prestações dos seus créditos

Já fez o exercício de olhar para os extratos e verificar qual é a composição das prestações que poderá estar a pagar? Já verificou quando está a pagar de juros nos cartões de crédito? No caso de fazer o pagamento de alguma prestação com atraso, mesmo que seja inferior a 24h00, já verificou qual é o custo que suporta, por esse simples atraso?

Normalmente a poupança está onde menos espera, e no seu caso a poupança pode estar nos seus créditos. É muito importante conseguir identificar quanto paga por cada prestação, qual é taxa de juro e porque paga essa prestação.

Após fazer este levantamento, vai verificar que existem prestações que paga praticamente só juros, quase não amortiza capital em dívida. É muito característico dos cartões de crédito e das contas correntes/linhas de crédito.

Se optar pela modalidade de 100% está a assumir que a primeira prestação do seu cartão será a totalidade do valor em dívida. Desta forma, não pagará qualquer cêntimo de juros por ter recorrido ao crédito.

E ainda temos as contas ordenado, todos os meses quando o vencimento entra na conta, fica a positivo, mas até ao final do mês a conta volta a ficar a negativo. A rotina repete-se. A conta só fica a positivo quando entra o vencimento, mas até lá está sempre a negativo. Já verificou quanto está a pagar mensalmente por ter a conta a descoberto durante alguns dias do mês?

Experimente fazer esse exercício.

É muito importante que verifique regularmente o que está a pagar de prestações, seja no que for, pois o que está a pagar a mais poderia estar a poupar. Reduzindo o valor das suas prestações, por mais pequena que lhe possa parecer essa redução, poderá chegar a poupar cenas de euros por ano.

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