Estes dados estão no relatório final do Inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde (IIMS 2015/2016), realizado entre Outubro de 2015 a Março de 2016 pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre a questão empoderamento da mulher.

Segundo o documento, considera-se que as mulheres possuem controlo sobre seu próprio rendimento se decidem sozinhas ou em conjunto com os seus parceiros sobre a sua gestão.

O inquérito abrangeu mulheres dos 15 aos 49 anos casadas ou em união de facto remuneradas em dinheiro durante os sete dias antes de serem inqueridas.

O poder de participar no controlo ou decisão sobre seu próprio rendimento ou do seu parceiro é um indicador de empoderamento da mulher.

O documento adianta que sete em cada dez mulheres (69 por cento) aufere um salário inferior ao do marido, enquanto 11 por cento recebe um salário superior ao do companheiro e igual percentagem (11%) ganha um ordenado igual.

O inquérito sobre indicadores múltiplos faz parte da Estratégia Nacional de Desenvolvimento Estatístico (ENDE) 2015-2015 e do Plano de Acção 2015-2017, bem como do Plano de Actividades do Instituto Nacional de Estatística.

O mesmo tem por objectivo fornecer estimativas actualizadas de indicadores demográficos e de saúde básicas, na recolha de dados a nível nacional, urbano e rural que permite calcular os indicadores demográficos principais, em particular, as taxas de fecundidade e de mortalidade materna.

De acordo com o CENSO DE 2014, a população angolana é estimada em 25 milhões 901 mil e 182 habitantes.