Cometer erros representa um desafio complexo entre aceitar e enfrentar a frustração e a desilusão, ou permanecer cristalizado nas velhas crenças rígidas e perfecionistas do ego dorido e dos pensamentos automáticos negativos. “Não sou capaz… sou um falhado.”

Tal como já aqui foi referido, os sentimentos dolorosos proporcionam algumas funções e vantagens, uma delas é o auto conhecimento. Lá por nos sentirmos “falhados”, isso não significa que seremos condenados moralmente a ser pessoas “falhadas” para o resto da vida. Seremos, se quisermos acreditar nessa velha profecia ou mito. Por outro lado, se conseguirmos ir mais além nas vantagens que os sentimentos dolorosos nos proporcionam, podemos interpretar o sentimento de falhanço associado ao errar, como uma experiência corajosa, uma oportunidade para tirar o melhor partido possível das competências, das convicções e do sentimento e criar novas condições sobre determinado contexto. Aceitar o erro é manter-se flexível e de mente aberta.

Quantas vezes tomamos decisões cujo resultado final revelou-se dramático e frustrante? Por exemplo, a escolha de um trabalho, selecionar uma parceira/o, definir objetivos, projetos, etc. Fizemo-lo porque decidimos valorizar somente aquilo que nos interessava. Alguns de nós não estão dispostos a confrontar-se com a tarefa de reformular alguns preconceitos e expetativas (ilusões) que aceitámos um dia como verdade. Por vezes, somos mal sucedidos devido ao facto de permanentemente evitarmos os riscos inerentes à mudança.

Dica

- Utilize o erro para otimizar as competências na comunicação com as outras pessoas.

- Utilize o erro para se centrar naquilo que é realmente importante - presente.

- Aprenda lições sobre os erros, por exemplo a resistência à mudança e peça feedback critico.

- Monitorize os hábitos e as rotinas. Caso seja necessário desafie a fazer diferente da próxima vez em vez de afirmar “sou um falhado”.

- Monitorize as crenças perfeccionistas e rígidas – “Tenho…” ou  “Devo…” e substitua por pensamentos (palavras) mais flexíveis  “Vou…” ou “Escolho…”

- Aceite os erros em vez de justificar o injustificável (mentiras, desonestidade, omitir). Seja o mais honesto possível. Encaramos os reveses e a frustração como oportunidades para mudar para melhor ao invés de permanecer na mesma: agarrados ao orgulho, à vergonha e ao isolamento.

- O ego inflamado pode conduzir-nos às nuvens mas quando está dorido pode arrastar-nos para a escuridão.

- Aponte os holofotes da consciência para as lições de vida e capitalize o conhecimento e a experiencia. Provavelmente, irá precisar delas nos próximos tempos.

“Porque eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura.” Alberto Caeiro (heterónimo de Fernando Pessoa).

Por João Alexandre Rodrigues

Addiction Counselor

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