Em causa está uma “convocatória de emergência” lançada hoje pelo executivo comunitário para projetos de investigação sobre esta nova epidemia, que visam contribuir “para um tratamento clínico mais eficiente dos pacientes infetados pelo vírus, além de melhorar a preparação e as respostas de saúde pública”, explica a Comissão em comunicado.

O objetivo é “desenvolver novos tratamentos e vacinas”, refere a comissária europeia para a Inovação, Mariya Gabriel, citada na nota.

A verba anunciada, de cerca de 10 milhões de euros, visa apoiar dois a quatro projetos de investigação, sendo que os interessados devem apresentar a sua candidatura até 12 de fevereiro.

A Comissão justifica o curto prazo com a gravidade do surto, notando que também os “acordos de subvenção serão assinados muito brevemente para permitir que o trabalho de pesquisa começa o mais rapidamente possível”.

Recordando que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou na quinta-feira emergência de saúde pública internacional o surto do novo coronavírus na China, Bruxelas adianta estar a “trabalhar em estreita colaboração” com esta entidade mundial e outros atores internacionais de forma a “garantir uma resposta eficiente e coordenada ao surto de coronavírus”.

Uma emergência de saúde pública internacional supõe a adoção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial.

Também citada pela nota, a comissária europeia, Stella Kyriakides, vinca a necessidade de haver “uma resposta multifacetada” ao vírus, bem como de criar “melhores medidas de prevenção” na UE, sendo essa a intenção deste apoio financeiro de emergência.

O Reino Unido confirmou hoje dois casos de infeção pelo novo coronavírus, originário da cidade chinesa de Wuhan, os primeiros neste país europeu.

Além deste país, foram detetados casos em mais quatro Estados-membros da UE - França, Alemanha, Finlândia e Itália.

A China elevou para 213 mortos e quase 10 mil infetados o balanço do surto de pneumonia provocado por um novo coronavírus (2019-nCoV) detetado no final do ano em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).

Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há mais de 50 casos de infeção confirmados em 20 outros países - Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Austrália, Finlândia, Emirados Árabes Unidos, Camboja, Filipinas e Índia.

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