"Intensificámos a vigilância nos principais pontos de entrada no país, sobretudo, para os viajantes provenientes das zonas afetadas, a República Popular da China", disse a chefe do Departamento de Vigilância em Saúde no MISAU, Lorna Gujirate, em declarações ao canal público Televisão de Moçambique (TVM).

Lorna Gujirate afirmou que equipas de saúde foram destacadas para o controlo do fluxo de passageiros nos referidos pontos, incidindo a sua ação na medição de temperatura dos passageiros.

Moçambique acolhe uma numerosa comunidade chinesa e há cada vez mais moçambicanos a viajar para a China em negócios.

As autoridades de saúde da China aumentaram para 571 o número de pessoas infetadas com o novo tipo de coronavírus, que já causou 17 mortes, informou hoje a agência de notícias estatal Xinhua.

A Comissão Nacional de Saúde da China disse que, até à meia-noite da quarta-feira, tinha contabilizado 571 casos confirmados em 25 províncias e regiões do país.

A Comissão Nacional de Saúde da China tinha já alertado que este novo tipo de coronavírus, uma espécie de vírus que causa infeções respiratórias em seres humanos e animais, "pode sofrer mutações e espalhar-se mais facilmente".

Fora da China continental, foram confirmados casos da doença em Macau, Hong Kong, Taiwan, Coreia do Sul, Japão, Tailândia e Estados Unidos.

Os sintomas destes coronavírus são mais intensos do que uma gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias, incluindo falta de ar.

O surto surge numa altura em que milhões de chineses viajam, por ocasião do Ano Novo Lunar, a principal festa das famílias chinesas, equivalente ao natal nos países ocidentais. Segundo o Ministério dos Transportes chinês, o país deve registar um total de três mil milhões de viagens internas durante os próximos 40 dias.

Como é que os aeroportos estão a conter a propagação do coronavírus?

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