Para o secretário-geral do SINMEA, Pedro da Rosa, apesar da escassez recorrente de recursos humanos no setor da saúde, a quarentena institucional “seria uma opção”, mas, notou, a quarentena domiciliar seria a “prática regular” sobretudo para doentes assintomáticos infetados com Covid-19.

“Porque ali as pessoas infetadas e assintomáticas podem estar em suas casas, em isolamento, o importante é que as famílias criem realmente condições para que este paciente infetado esteja realmente isolado do resto da família e cumpra as duas semanas de quarentena”, disse hoje em conferência de imprensa.

Questionado pela agência de notícias Lusa sobre a disponibilidade de técnicos de saúde para assistência e controlo de pacientes assintomáticos em domicílio, Pedro da Rosa, admitiu que “é impossível dispor um médico para cada paciente, porque o rácio não permite”.

“Significa dizer que todos nós somos potenciais infetados, os recursos humanos, em termos de saúde, serão sempre escassos, é impossível a cobertura porque o crescimento da população é exponencial em detrimento da formação de médicos”, argumentou.

Angola passou a permitir a realização de quarentena domiciliar para cidadãos angolanos ou estrangeiros residentes que regressem ao país, bem como para casos positivos de Covid-19 mas assintomáticos, a partir de 15 de agosto

O anúncio foi feito, no sábado, pelo Ministro de Estado e chefe da casa Civil do Presidente da República, Adão Almeida, que apresentou as medidas que vão vigorar por um período de 30 dias.

O país vai manter a cerca sanitária até 8 de setembro, mas admite situações excecionais para o regresso de cidadãos nacionais ou de estrangeiros residentes, ajuda humanitária, viagens oficiais, emergências médicas, estando a entrada em território nacional sujeita à realização de um teste de biologia molecular RT PCR com resultado negativo 72 horas antes.

Angola, que vive desde 26 de maio situação de calamidade pública, conta com 1.679 casos positivos da Covid-19, sendo 1.032 ativos, 569 recuperados e 78 óbitos.

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