Em declarações à agência Lusa, o presidente do sindicato, Adriano Manuel, disse que até hoje, depois da última convocação do Ministério da Saúde, a 14 deste mês, não foram contactados pelo executivo, manifestando, contudo, que continuam abertos ao diálogo.

A greve, que decorreu entre segunda e quarta-feira, teve, segundo Adriano Manuel, uma adesão de quase 100% em todo o país.

O sindicalista disse acreditar que as negociações sejam retomadas apenas na próxima semana, uma vez que o ministério já indicou que se encontra esta semana ocupado com o processo de admissão de novos médicos.

"O balanço foi extremamente positivo. Tivemos uma adesão de mais de 95%. Só Luanda, que tem mais do que 50% da população médica de Angola, tive uma adesão de quase 100%, o mesmo se passando em Benguela, Huambo, Uíge Cabinda e Malanje", reivindicou.

Adriano Manuel referiu que as províncias onde a adesão foi menor foram as que o sindicato não teve a possibilidade de lá se deslocar para o ato de mobilização, nomeadamente as do Namibe, Lunda Norte, Lunda Sul e Zaire.

"Há províncias que não tivemos tempo de lá ir. Nas Lundas, Norte e Sul, Zaire e Namibe a adesão foi menor. Nas províncias onde a direcção do sindicato se deslocou, a adesão foi quase de 100%", referiu.

"Estamos a aguardar o pronunciamento do Ministério da Saúde. Vamos dar um tempo. O sindicato também está a preparar-se, do ponto de vista financeiro, para a mobilização continuar nas províncias onde ainda não foi. Queremos acreditar que a próxima [greve], se não houver atendimento às nossas reivindicações, será maior", acrescentou.

Adriano Manuel frisou que "o sindicato é apologista do diálogo", mas se não forem atendidas as reivindicações a solução será uma nova paralisação.

"Porque sabemos quais são as repercussões de uma greve no sector da saúde e o nosso objectivo é sempre privilegiar o diálogo. Só partimos para a greve porque foi coartada a possibilidade de dialogar", enfatizou.

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