Há três dias no Moxico para avaliar o sector, a governante afirmou à imprensa que os serviços são “muito importantes” para saúde da população, sobretudo, os insuficientes renais, numa altura em que o Governo angolano presta um tratamento especial aos mesmos.

A ministra avançou que a curto prazo vai ser enviada ao Moxico um médico e dois enfermeiros “com competência nefrológica” para manusear o equipamento que dá vida aos doentes com insuficiência renal que diz ser de “melhor tecnologia”.

Os referidos profissionais em nefrologia poderão treinar pessoal do HGM para se multiplicar os quadros na área e sustentar o funcionamento do sector, pois, a sua inoperância, leva os doentes a Benguela, Luanda e outros nem tem tratamento,  reconheceu Sílvia Lutucuta.

Ainda no capítulo dos recursos humanos, prometeu reforçar os hospitais locais de referência (HGM, Maternidade e Hospital Municipal), no quadro do futuro concurso público mas outros deverão ser absorvido através de formações permanentes.

“Nós (Ministério da Saúde) temos na província dos melhores hospitais a nível do país, em termos de equipamentos mas estamos com um grande desafio que são os recursos humanos com as competências necessárias para manusear a maior parte do equipamento que está disponível”, reconheceu.

A ministra admitiu que apesar de ser equipamento de “boa qualidade que não fica a dever qualquer unidade de referência internacional”, mas, nesta altura, não estão a ser úteis para prestar o serviço de qualidade para o qual foram comprados.

Assegurou estar a trabalhar-se na estratégia de se ter quadros a nível local, em que algumas das situações vão ser resolvidas com concurso público, a certo nível, mas quer que se trabalhe nos programas de formação e quadros especializados.

HGM transformado em Escola

Para se formar a curto prazo quadros de qualidade e especializado e aproveitar-se melhor os equipamentos instalados na maior unidade sanitária do Moxico, a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, prometeu transformar HGM em Hospital-Escola.

“Vamos remanejar alguns dos quadros que temos nas nossas cooperações e programas modular de formação em pediatria, ginecologia e obstetrícia. Estamos a trabalhar com unidade de referência em Luanda que vão dar este apoio nas formações modular”, prometeu.

Silvía Lutucuta, que visitou igualmente as unidades sanitárias do município de Camanongue, 52 quilómetros a norte do Luena, com realce para as obras do hospital regional de referência, de 120 camas, disse que o arranque da obra depende da aquisição de novo financiamento, uma vez que, nestas condições, encontram-se muitos hospitais no país.