Em declarações à Angop, o chefe de Departamento da Gestão Técnica e Supervisão do Instituto de Combate e Controlo das Traipanossomíases (Icct) , Paulo Makana, disse que, à semelhança da Campanha realizada no Cuanza Norte, duas equipas, com cada cinco técnicos, munidos de equipamentos de ponta e material gastável, estarão a trabalhar até ao dia 29 deste mês no município do Uíge.

Entretanto, durante a Campanha realizada no Dondo e Cazengo, na província do Cuanza-norte, que teve lugar de 11 a 21 de Dezembro do ano passado, foram analisadas quatro mil e 450 pessoas, com  12 casos suspeitos,  e colocadas 62 armadilhas, no âmbito da luta anti-vectorial.

Por outro lado,  uma equipa do Icct deslocou-se ao município de Tomboco, de 11 a 14 de Dezembro, para  procurar possíveis casos da doença do sono no seio daquela população, tendo examinado 908 pessoas, das quais cinco tiveram o teste sorológico positivo.

Segundo Paulo Makana, 157 efectivos da Brigada Especial de Trânsito (BET) destacados no município do Tomboco também foram examinados, sem nenhum caso suspeito.

No total, foram prospectadas cinco mil 515 pessoas no passado mês de Dezembro, com 17 casos suspeitos, que estão a ser submetidos a estudos mais específicos para o descarte da doença do sono, ou tratamento das pessoas infectadas.

Para Paulo Makana, pelo facto desta ser uma endemia  complexa de tal modo que a presença de um doente ou de moscas tsé tsé são suficientes para alcançar um número elevado de enfermos,  o ICCT vai  continuar com as campanhas de rastreio com o objectivo de reduzir o número de doentes e cortar a cadeia de transmissão.

Assim, apela a população que reside nas zonas onde estão as equipas móveis do ICCT no sentido de aderir a Campanha, pois a assistência é gratuita, porque consta das prioridades do Executivo angolano, visando a eliminação da doença do sono até ao ano 2020.