Os dados revelam que entre 2007 e 2017 foram notificados 1.977 casos de mordeduras de cães vadios que resultaram em óbitos.

Em finais de fevereiro, a Comissão Técnica contra a Raiva reuniu para fazer o balanço da implementação das atividades preconizadas no Plano Nacional de Contingência e Emergência Contra a Raiva, aprovado em Conselho de Ministros em 2007.

As províncias com maior número de mortes por raiva são Luanda (774), Huambo (222), Bié (211), Benguela (153), Uíge (150), Huíla (120) e Malanje (100), indica o documento citado pela agência noticiosa angolana, Angop.

Nesse encontro, foi admitida a baixa cobertura de vacina, devido a fatores de logística, insuficiência de recursos financeiros, humanos, equipamentos e materiais específicos para o efeito, aliado ao fraco sistema de recolha de animais vadios, na sua maioria cães.

Nesta altura, está em curso a vacinação animal de rotina e está em preparação a campanha de vacinação antirrábica para a capital do país neste ano.

Para o controlo da epidemia, a comissão técnica realça a importância das campanhas de sensibilização, educação e comunicação para o combate e a eliminação da raiva no mundo até 2030, meta estabelecida pela Organização Mundial de Saúde Animal.

Com vista ao controlo e eliminação da raiva em Angola, os participantes recomendaram uma maior interação entre os serviços veterinários dos governos provinciais, administrações municipais, população, órgãos de comunicação social e outras instituições.