Em declarações à Angop, no Cuito, o chefe de Departamento de Saúde Pública e Controlo Endemias local, Isaías Sambunga Cambissa, frisou que o município do Andulo lidera com 11 mortes, seguido pelo do Cuito, com seis, Chinguar e Cunhinga com três cada, enquanto Catabola, Chitembo e Nharea notificaram apenas um óbito cada.

Isaías Sambunga Cambissa disse ainda que, no período em referência, as autoridades sanitárias registaram 900 casos de mordeduras de cães, suspeitas de possuírem a raiva, contra os 1.342 do mesmo período de 2017.

O responsável salientou que a província do Bié não tem doses de vacina antirrábica humana há mais de dois anos, motivo que tem contribuído para o aumento do índice de mortalidade.

A existência da raiva na província do Bié, segundo Isaías Sambanga Cambissa, deve-se ao facto de haver muitos animais de estimação portadores da doença que vagueiam pelas ruas da cidade e vilas, principalmente cães.

No programa de combate à raiva, referiu, participam igualmente os setores como a Comunicação Social, Agricultura e Desenvolvimento Rural, Direção da Família e Promoção da Mulher, Administrações Municipais, entre outros, sobretudo na mobilização e sensibilização das comunidades.