A cárie é a doença com um dos maiores níveis de incidência na humanidade, de acordo com a OMS. É uma patologia microbiana de origem externa que atua por processo de desmineralização e destruição da peça dentária podendo levar à sua perda. A cárie tem tratamento, mas não tem cura.

O processo de cárie ocorre por adesão e multiplicação bacteriana com auxílio da acumulação de detritos alimentares na superfície dentária e cavidade oral. É essencialmente provocado por bactérias tipo Streptococcus, que habitam a cavidade oral, cujos principais nutrientes para o seu desenvolvimento são os hidratos de carbono.

Os alimentos que provocam mais cáries

Verificou-se em determinados estudos científicos que a presença bacteriana é imprescindível à formação de cárie. A cariogenicidade, a probabilidade de desenvolver cárie, varia com a frequência da ingestão de hidratos carbono, açúcares, assim como pela forma e composição dos alimentos; por exemplo, um alimento sólido e "colante" é mais cariogénico pois adere ao dente e liberta durante horas a fio nutrientes propícios ao desenvolvimento de cárie. As gomas são um excelente exemplo. Por outro lado, alimentos que facilmente sejam eliminados pela saliva e escovagem são menos cariogénicos.

Os dentes são mais vulneráveis nos primeiros dois anos após a sua erupção, por isso a estreita vigilância na infância e adolescência é tão importante, pela prevenção, instauração de hábitos de higiene e intervenção precoce no caso de cárie.

Neste campo, deve ter-se em atenção aos 12 e 13 anos, quando habitualmente erupcionam os segundos molares definitivos, a escovagem: geralmente estes dentes são esquecidos pela sua posição muito posterior na arcada dentária.

Quanto tempo demoramos a desenvolver cáries?

Na ausência de uma higiene adequada, a cárie pode desenvolver-se em apenas três semanas.

É importante a utilização de dentífricos com agentes remineralizantes e com concentração de flúor acima dos 1450 ppm, para uso na higiene oral, pois entre os elementos mais eficazes no controlo das bactérias que provocam cárie estão o flúor e o xilitol, entre outros.

É, por conseguinte, importante salientar a utilização de flúor apenas em produtos de higiene oral para uso tópico, isto é, de uso direto sobre a superfície dentária.

Não ingerir flúor

O flúor foi já há alguns anos totalmente desaconselhado se ingerido oralmente, porque é prejudicial ao organismo.

Crianças que ainda engolem pasta, até aos 6 ou 7 anos de idade, devem usar dentífricos adequados com baixa concentração de flúor.

Em suma, a cárie é provocada pelas condições circundantes ao dente, sendo que em função da dieta, o tempo de exposição aos açúcares, hábitos alimentares e hábitos de higiene, aumenta a probabilidade de formação desta doença.

A melhor postura é a adoção de uma correta e eficaz higiene oral diária, assimcomo uma dieta saudável.

Os conselhos e recomendações são dos médicos dentistas Marta T. Dias e Olívio Lopes Dias.