A preocupação foi manifestada, sábado, pelo representante local da Rede Nacional de Pessoas seropositivas, Renato Nassona, por ocasião do Dia Mundial de luta contra o VIH/SIDA, admitindo ser ainda bastante negativa a apreciação que a sociedade faz às pessoas vivendo com a doença.

Segundo ele, o excesso de estigma e discriminação chega a ser cada mais visível e com incidências trágicas que a própria doença, factor que tem servido para acelerar a degradação do estado psico-somático da pessoa infectada, terminando muitas vezes em mortes.

Por consequência da discriminação e do estigma, de acordo ainda com o representante local da Rede Nacional de Pessoas seropositivas, muitos recusam-se em aderir aos postos de testagem voluntária e os que assim procedem fazem-no de forma escondida.

”A discriminação e o estigma continuam ainda a se registar com maior prevalência a partir das famílias, onde as pessoas afectadas têm sido desintegradas de forma coerciva do convívio familiar”, lamentou.

Denunciou que nas unidades sanitárias muitos técnicos de saúde rejeitam prestar assistência aos seropositivos, enquanto os órgãos de comunicação social insistem em fazer passar informações que atentam com a dignidade dos doentes com o VIH/SIDA.

Renato Nassoma deu a conhecer que nas escolas e locais de trabalhos também notam-se, com frequência, casos de discriminação e estigma.