O curso de superação, sob iniciativa da administração de Belas em parceria com o sector da Saúde, visou munir as parteiras de ferramentas técnicas para o exercício digno da assistência à mulher grávida nas comunidades.

A supervisora de Saúde Reprodutiva, Luquénia Vissolela Gomes, pediu as parteiras para encaminharem as adolescentes grávidas e mulheres com sinais de parto complicado ao centro de saúde mais próximo da sua comunidade.

Lembrou que as adolescentes não têm os órgãos internos bem formados, e em caso de gravidez devem ser encaminhadas a unidade hospitalar mais próxima para o devido acompanhamento”, reforçou.

Maria Coutinho, parteira tradicional de 73 anos de idade disse que dos 20 partos realizados por si há mais de 30 anos, teve sempre êxitos porque conserva bem os conhecimentos adquiridos.

Por sua vez, a administradora adjunta do município de Belas para Politica Social e Comunidade, Antónia Ferreira, destacou que as parteiras tradicionais contribuem no sector da saúde e têm dado um grande contributo nas comunidades.

"Sabemos que estas mulheres nos bairros fazem acompanhamento as mulheres grávidas e realizam partos, sobretudo nas localidades onde não tem salas de partos e constituem o elo de união entre a comunidade e os hospitais", reforçou.