Nós, mulheres, gostamos de nos sentir bem com o nosso corpo e, independentemente do conceito estético, a nossa saúde e o nosso bem estar fisico e psíquico são importantes para que nos sintamos bem e possamos gozar uma vida plena de satisfação!
Os pés, muitas vezes maltratados e escondidos em sapatos fechados durante grande parte do ano, são para muitas mulheres o seu 'calcanhar de aquiles' e fonte de incómodos e insatisfação.
Apodologia é a ciência da área da saúde responsável pelo estudo, prevenção, diagnóstico e tratamento do pé. Existe em Portugal desde 1994 e os clínicos licenciados em Podologia chamam-se podologistas ou podiatras.
Pode contar com o conhecimento científico e actualizado de um podologista no tratamento de calos, calosidades, unhas encravadas, unhas descoloradas ou grossas, verrugas, micoses, excesso de transpiração, joanetes, dedos em garra, pele seca, dores nos pés, pé plano, pé cavo, fasceítes plantares, esporão de calcâneo, pernas de diferentes tamanhos, etc..
Deixo-lhe alguns conselhos sobre a escolha do calçado ideal e porque não usá-lo no dia-a-dia e deixar os saltos altos e as frentes pontiagudas para as ocasiões especiais. O calçado ideal deve ser confortável, adaptado ao pé e com uma função essencialmente protectora.
Os sapatos devem ser macios e maleáveis evitando costuras interiores, para evitar zonas de fricção, potenciais locais do aparecimento de lesões. A parte anterior (frente) deve ser ampla com boa caixa, biqueira arredondada, para evitar posicionamentos viciosos que possam contribuir de forma directa para a deformação dos dedos, onicocriptoses (unhas encravadas), hematomas subungueais, hiperqueratoses e um consequente meio interdigital quente e húmido facilitando a maceração da pele, originando a proliferação de fungos e bactérias.
O calçado ideal deve permitir movimentar os dedos sem dificuldade no interior do sapato. O salto ideal coloca o pé num declive máximo de 10°. O declive do pé obtém-se através da relação entre o comprimento do pé e a altura do tacão. Isto significa que as mulheres que calçam entre o 35 e o 37, devem usar um salto entre 3 e 3,5cm e as mulheres que calçam entre o 38 e o 42 devem usar um salto máximo de 4 a 4,5cm.
No caso dos diabéticos o salto não deve ser superior a 2,5cm. A região dorsal do sapato deverá ter a capacidade de distensão mediante cordões ou velcro, para permitir ajustar ou alargar o sapato. O contraforte do calcanhar deve ser suficientemente forte para dar estabilidade ao pé.
A sola deve ser rígida mas flexível e antiderrapante. A caixa deve ser alta e ampla, para sentir os pés confortáveis e bem adaptados aos sapatos, não devem ser apertados nem demasiado folgados. Enquanto novos, não deve iniciar a marcha com períodos superiores a duas horas e deverá examinar os pés após a sua utilização.
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Experimente e compre os sapatos ao fim do dia, quando os pés se encontram mais edemaciados. Se após ler estes conselhos se aperceber que no seu armário não tem nenhum calçado com estas características, penso que está na altura de os procurar! Ao contrário do que possa pensar hoje em dia existem inúmeras marcas que fabricam calçado confortável e esteticamente muito apetecível, é uma questão de procurar.
Se mesmo assim não for adepta do calçado confortável, tente usá-lo nos dias em que sabe que vai andar mais e por isso submeter os seus pés a um maior esforço. Por exemplo quando for às compras, fazer uma caminhada, visitar museus, etc.
Vai ver que quando chegar a casa não vai ter 'aquela vontade louca de atirar os sapatos pelo ar’! Adquira calçado Podologicamente adequado, os seus pés merecem e agradecem!
Até sempre!!!
Texto adaptado da monografia do VIII Congresso Europeu de Podologia / I Congresso da Associação Portuguesa de Podologia: Uma Dinâmica Europeia; Conferência: "O calçado e o doente diabético", Dra. Rosa Teles Costa, Torre do Tombo, Junho de 2006
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