A responsável da equipa médica, Elena Barraquer, considerou estarem criadas as condições técnicas e humanas para a realização do trabalho, acrescentado que o hospital oferece muitas possibilidades e é adequado.

Em relação a demanda, afirmou que a sua equipa tem grande experiência e está acostumada a este trabalho.

Quanto ao acompanhamento dos pacientes depois da operação disse que têm contactos com homólogos angolanos que farão o seguimento.

Hoje, primeiro dia de trabalho, a equipa espanhola com o apoio de técnicos angolanos está a fazer o rasteio dos pacientes e consultas. As cirurgias começam segunda-feira e no último dia será feita a revisão dos pacientes operados.

Esta é a quarta vez que médicos especialistas desta unidade vêm a Angola com o mesmo propósito, depois de já o terem feito em 2014, 2015 (Luanda) e 2016 (Namibe).

A Fundação Elena Barraquer propõe-se, igualmente, a oferecer bolsas de estudo a médicos angolanos, para que possam estudar na Clínica Barraquer, em Barcelona, Espanha, uma forma de reforçar o corpo médico angolano, capacitando-o para combater esta patologia que pode levar a cegueira.

A expedição oftalmológica é patrocinada pela Oshen Healthcare e ABO Capital, instituições comprometidas com o desenvolvimento de serviços e infra-estructuras de cuidados de saúde nos países onde operam, em particular em Luanda, onde detêm o Centro Médico Internacional (CMI).

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), revelam que mais de 50 por cento da população acima dos 65 anos tem cataratas. Esta patologia é ainda a causa de 48 por cento dos casos de cegueira no mundo. Muitos países ainda não dispõem dos recursos médico-cirúrgicos necessários para a sua remoção.