Este é o ponto único da assembleia geral marcada para as 10:00 na sede da Ordem dos Médicos, em Luanda, segundo um comunicado a que a Lusa teve hoje acesso.

No documento, os associados manifestam o seu desagrado com o desempenho de Elisa Gaspar que se agudizou “com as recentes ocorrências”, como o não alinhamento com os interesses da classe, falta de transparência na gestão dos recursos da Ordem e na apresentação das contas, e denúncias de má gestão financeira.

Na sexta-feira, o semanário angolano Novo Jornal noticiou que a bastonária é acusada de desviar 19 milhões de kwanzas (cerca de 27 mil euros) e de promover uma gestão danosa na instituição, uma denúncia feita pelo seu antigo diretor de gabinete, Domingos Cristóvão.

Elisa Gaspar afirmou que as acusações “não correspondem à realidade”.

Os médicos mostraram também descontentamento depois de a bastonária se demarcar da marcha convocada pelo sindicato nacional (SINMEA) em homenagem a Sílvio Dala, pediatra que morreu no início de setembro na sequência de uma intervenção policial, e que juntou centenas de profissionais de saúde e elementos da sociedade civil em Luanda, capital do país.

Em entrevista à televisão pública TPA, Elisa Gaspar informou que a instituição que dirige não iria associar-se a qualquer tipo de manifestação em relação à morte de Sílvio Dala.

“A Ordem solidariza-se com a família do médico, a Ordem esteve presente no velório, a Ordem está triste com a forma como a notícia da morte do médico saiu, mas manifestação contra quem!? Manifestação para homenagear o médico, sim, ele trabalhou no Hospital Pediátrico, a homenagem deve ser feita no hospital e não sair à rua e fazer o que [se] quer fazer, porque há sempre muito aproveitamento político e nós somos médicos, não nos podemos misturar com política”, declarou a bastonária.

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