Segundo a chefe de secção da Pediatria daquela unidade hospitalar, Lúcia de Fátima, o número de casos, contudo, representa uma diminuição de 34 casos comparativamente ao mesmo período de 2017.

A responsável referiu que, do total de casos notificados, 128 obtiveram a cura, três abandonaram o tratamento e nove foram transferidos para hospitais da vizinha Namíbia.

Lúcia de Fátima, citada pela agência noticiosa angolana, Angop, avançou ainda que a maioria dos casos de malnutrição é proveniente das zonas rurais e deve-se ao desmame precoce, a condições alimentares precárias e abandono das crianças pelas mães.

Para o tratamento dos pacientes, aquela unidade hospitalar, que está provida de medicamentos e suplementos nutricionais suficientes, conta com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Em 2017, de acordo com dados do Ministério da Saúde de Angola, a malnutrição grave matou 804 crianças com menos de cinco anos, sendo a província do Cunene a região com a maior mortalidade, com uma taxa de 64,18 por cada 100.000 crianças, seguida, por ordem de frequência, pelas províncias do Namibe, Benguela e Bié.