Essa informação foi avançada esta terça-feira, à Angop, pela supervisora do Programa Provincial de Nutrição, Flora Vanda Calivangue, explicando que nos primeiros cinco meses de 2020, 2.885 crianças foram internadas por má nutrição, contra as 2.786 do mesmo período de 2019 (com 133 mortes).

Segundo a responsável, os municípios de Benguela, Catumbela, Cubal, Balombo e Ganda são os que mais casos registaram, cuja principal causa é o desmame precoce derivado da pobreza, a fome e a falta de acesso aos produtos alimentares.

“Temos produtos nos nossos mercados, mas muitas famílias não conseguem adquiri-los porque não têm recursos financeiros suficientes e a maior parte delas não tem também como diversificar os alimentos”, disse.

A supervisora deu ainda a conhecer que na base das mortes por má nutrição está a chegada tardia das crianças aos centros de saúde, visto que os pais preferem, primeiro, fazer um tratamento caseiro.

Acrescentou que a criança deve ser amamentada até aos seis (6) meses de vida e depois são introduzidos outros alimentos para assegurar o crescimento e desenvolvimento saudáveis.

Segundo a responsável, o Estado tem trabalhado com a ONG JAM, que apoia com leite terapêutico para alimentar e tratar crianças com má nutrição, bem como na oferta às famílias mais vulneráveis de utensílios para hortas comunitárias e animais para criação, visando a diversificação da dieta.

Recordou que um inquérito, realizado entre 2017/2018, determinou que as zonas rurais apresentam maior índice de casos de má nutrição.

Referiu que, a nível da província de Benguela, existe um único centro de internamento de crianças com má nutrição severa, mas os menores que não precisam de internamento podem procurar os centros de saúde.

Flora Vanda Calivangue apelou as mães a amamentarem os seus filhos até aos seis meses de idade, podendo complementar até aos dois anos, e fazer um esforço de diversificar os alimentos que visam contribuir no bom desenvolvimento da criança.

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