A bebida alcoólica é toda a bebida que contém o álcool etílico, que é uma substância com livre passagem pela placenta e o seu uso durante a gravidez, pode ser muito perigoso para a mãe e o bebé, porque para além de outras coisas pode também provocar abortos espontâneos ou partos prematuros.

A Doutora e responsável da clínica Judic, Judite Quibangala Ferreira, contou ao SAPO sobre algumas situações que têm ocorrido nas maternidades da cidade de Luanda, das discriminações das mães adolescentes e sobre a principal causa da gravidez precoce.

A especialista de saúde explicou também que, a descriminação nas mães adolescentes tem sido a principal causa da mortalidade materna em Luanda. "Porque durante a gravidez elas sentem o receio de irem as consultas pré-natal, por medo e vergonha de serem descriminadas e muita das vezes durante os nove meses não vão à consulta", afirmou a médica.

"Actualmente muitas pacientes aparecem embriagadas na hora do parto, algumas mulheres não obedecem as orientações médicas para o pós-parto. Temos feito sempre os possíveis para evitar estas situações como orienta-lhes sempre, chamar atenção e apesar disso a maior parte das mães não aceitam conselhos", lamentou a doutora.

A médica disse, ainda, que não existe uma dose limite preestabelecida para a deglutição do álcool pela gestante que não prejudique o bebé. “A bebida alcoólica não é só uma substância com livre passagem pela placenta mas também para o feto. O fígado do bebé que está em formação é muito frágil neste caso, o álcool permanece por mais tempo no organismo do filho do que da mãe.”

"As mulheres com HIV/SIDA são especiais, é necessário cumprirem o tratamento com toda a regularidade, devem ser respeitadas, elas têm que estar preocupadas com o futuro do bebé, fazerem as consultas com regularidade e ter cuidado com a amamentação", alertou a doutora.

Segundo Judite de três a seis meses depois do parto, todas as mulheres especialmente as seropositivas, devem fazer o teste do cancro do colo do útero, que é o segundo cancro que mata mais mulheres no mundo. As mulheres seropositivas têm uma maior propensão em desenvolverem este tipo de cancro. A médica alertou também que “repetir antibióticos desnecessariamente provoca cancro no sangue.”

Judite Ferreira disse ainda que a falta de melhores condições de vida tem sido o factor principal da gravidez precoce. "E o Ministério da saúde e da comunicação social têm-se preocupado e feito os possíveis para melhorarem a qualidade de vida da população, como passar mensagens a nossa juventude, com campanhas tanto de TV como Rádio. E só peço as nossas meninas para estudarem, pois melhorar a qualidade de vida. A maneira de vestir também influência no assédio sexual e as consequências não é só uma gravidez precoce mais também as doenças sexualmente transmissíveis", concluiu a especialista.

Ana Kavungo

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