A informação foi transmitida pela chefe de inspeção farmacêutica daquela instituição do Ministério da Saúde, Nídia Saiundo, argumentado que a medida governamental surge para "inibir o aumento de práticas de automedicação que se tem registado no seio da população".

"Uma das questões que nos tem inquietado muito é a automedicação e nós estamos a ver que há aumento de resistência principalmente dos antibióticos e também as farmácias e muitos médicos receitam medicamentos de terceira geração", disse.

Ou seja, explica, "não começam pelo medicamento mais fraco, preferem logo no mais forte. Portanto, os pacientes chegam numa farmácia e pedem medicamentos de terceira geração, que agora deve sair com bastante controlo", referiu.

Em causa está um recente despacho do Ministério da Saúde a que a Lusa hoje acesso que ordena às farmácias do país a proibição de dispensa de vários medicamentos, nomeadamente antibióticos, sem receita médica.

A chefe de inspeção farmacêutica garante o seguimento rigoroso do despacho já a partir da segunda quinzena de janeiro, sublinhando que as farmácias, quando comercializarem antibióticos, deverão "fazer cópias das receitas médicas que serão confrontados com os respectivos inventários".

"Todas as farmácias, quando venderem antibióticos, devem tirar uma cópia da receita médica e arquivar. Quando nós passarmos por lá, solicitamos as cópias das receitas e faremos a confrontação com as cópias e os inventários, para melhor fiscalização", garantiu a responsável da Inspeção-Geral da Saúde.