Crianças que lutam contra tumores sólidos em 21 hospitais centrais do Reino Unido vão fazer testes genéticos para identificar mutações nos seus tumores, no âmbito de um novo projeto que pretende personalizar o tratamento do cancro infantil através da identificação de mutações-chave que impulsionam o crescimento e a propagação do cancro.

Numa primeira fase, o programa irá abranger apenas 400 crianças com idade inferior a 14 anos, mas, no futuro, o programa tem como objetivo disponibilizar testes para todas as crianças com tumores sólidos no Reino Unido, a fim de implementar ensaios clínicos que tenham como alvo mutações específicas nos seus tumores, explicam os pesquisadores do Instituto britânico de Pesquisa em Cancro (ICR na sigla em inglês) e da Fundação The Royal Marsden NHS, em Inglaterra, responsáveis pelo novo teste.

O objetivo inicial dos especialistas passa por avaliar a fiabilidade e utilidade do teste num ambiente de pesquisa. Se o teste se revelar bem sucedido, o objetivo é torna-lo uma rotina na prática clínica, para permitir que os médicos possam incorporar os resultados nas suas decisões de tratamento.

O programa visa oferecer às crianças as mesmas oportunidades no que diz respeito ao tratamento personalizado do cancro que se tem tornado cada vez mais disponível para adultos e que permite melhorar as taxas de sobrevivência e reduzir o nível de efeitos secundários.

O programa de testes irá identificar quais as mutações que ocorrem mais frequentemente em tumores infantis e descobrir as que poderiam ser alvo de medicamentos já comercializados para cancros nos adultos.

Inicialmente, os testes não serão realizados em crianças diagnosticadas com tumores do sangue, como a leucemia, a menos que sofram uma recaída, porque este tipo de tumores respondem muito bem aos tratamentos atuais; nem irão incluir adolescentes mais velhos ou jovens adultos, uma vez que estes apresentam um espetro diferente de tumores infantis.

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