Em declarações segunda-feira à Angop a chefe dos serviços de saúde mental desta unidade sanitária, Celeste Ruth Loth, referiu que em 2019 a média diária era de 67 casos.

Informou que entre os pacientes atendidos constam residentes nas províncias de Benguela, Bié, Cuando-Cubango, Cuanza Sul, Luanda, Malange e Moxico, com os jovens a liderem as estáticas.

Celeste Ruth Loth apontou os distúrbios mentais provocados pelo consumo exagerado de bebidas alcoólicas que levam a delírios, agitação, assim como desempregos, desestruturação das famílias, problemas genéticos e dificuldades de aprendizagem como os que mais afectam estes pacientes.

Contudo, a responsável disse que o abandono dos familiares aos doentes internados com perturbação mental tem impossibilitado na melhoria do estado de saúde dos mesmos.

Informou que actualmente estão internados 38 doentes por se terem apresentado um estado de saúde complicado que obrigava um acompanhamento médico e medicamentoso frequente, sendo que destes seis foram abandonados pelos familiares.

Celeste Ruth Loth informou que mensalmente o hospital promove palestras sobre as causas e consequências deste mal, bem como com mensagens que desincentivam os pais a deixarem de mandar os menores de 18 anos a comprar bebidas alcoólicas e a beber na presença dos mesmos, para não enveredarem no mesmo vício que tem levado a distúrbios mentais.

Considerou satisfatório o funcionamento dos serviços de psiquiatria, a distrito ao Hospital Central do Huambo, sendo que presta serviços de consultas externas, atendimento e tratamento psicológico, bem como de internamento, possuindo 52 camas.

Em 2019, o Hospital Psiquiátrico do Huambo atendeu sete mil e 772 pacientes, contra seis mil e 124 de 2018.

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