Em declarações à imprensa, à margem do acto de inauguração do novo Centro de hemodiálise, Belmiro Rosa, explicou que actualmente existem em programa de hemodiálise 230, doentes sendo, 170 do sexo masculino, 60 do genero feminino, 127 militares e 103 civis, em que cada paciente faz 12 sessões por mês, sendo um total de 2 mil 760.

Para si, além do tratamento procuram-se fazer a humanização dos pacientes, visto que é uma doença crónica e precisa-se de dignidade para viver com doença e a rápida resposta ao tratamento.

Por outro lado, o chefe de departamento de Nefrologia, Matadi Daniel, explicou que a evolução dos doentes renais em Angola subiu para mil 660 casos, em 2017 comparativamente à 2016 com mil 320.

“Com o novo centro os doentes terão quatro horas de dialise e uma merenda no final do tratamento e o hospital reduz para 200 mil dólares americanos nas suas despesas mensais”, frisou.

O médico fez saber que, com o plano de desenvolvimento prespectiva-se manter a expação da unidade para 50 monitores e equipamentos para a realização de outras valências nefrologicas, e conta com 12 especialistas de nefrologia e 44 enfermeiros especializados em hemodiálise.

Matadi Daniel apontou a hipertenção arterial, diabetes melitos, causas infecciosas, bem como a nefropatia associada ao HIV/SIDA como as principis causas da falência renal dos doentes em dialise.

O Hospital Militar Principal conta com 358 camas para internamento de doentes com outras patologias e 3 mil e 500 funcinários.

A insuficiência renal é a incapacidade dos rins de filtrar o sangue, eliminando substâncias ruins e pode ser aguda ou crónica. Na renal crônica ocorre uma perda gradual da função dos rins, causada por factores como desidratação, infecção urinária, hipertensão ou obstrução da urina.