A informação foi prestada durante uma visita que o primeiro-ministro português, António Costa, efectou à empreitada, iniciada em Janeiro deste ano, a cargo da construtora lusa, “Casais”.

Engenheiros envolvidos disseram que 13,90 % das obras do hospital, de sete pisos,  foram já executadas, com o prestação de 215 trabalhadores, 96 % dos quais angolanos.

Foi idealizado para fornecimento de cuidados médicos de especialidade para crianças e suas famílias, bem como para a promoção de investigação e formação em pediatria.
No final da primeira fase o hospital terá uma capacidade internamento de 200 pacientes.

O rés-do-chão, o segundo e terceiro pisos estão a ser concebidos para os departamentos  clínicos, centros de diagnósticos com hagiologia e laboratórios, área cirúrgica e dormitórios.

Contara com dois pisos para internamento pediátricos e os dois últimos estarão reservados ao internato em enfermagem, e ginecologia, bem como atendimento obstétrico.

Numa segunda fase, o hospital poderá ganhar mais 150 camas.

Estão projectadas 297 vagas para estacionamento.

Dados iniciais indicavam que a obra estava avaliada em 194 milhões de dólares, mas a ministra da saúde, Sílvia Lutukuta, explicou ser prematuro indicar o valor pelo facto de ser financiada por uma associação de bancos.

A ministra da saúde referiu que o Estado angolano realizou consideráveis investimentos na formação universitária pelo país, apontando como principal desafio a diferenciação da especialização de médicos, enfermeiros e técnicos.

Disse que, uma vez concluído, o hospital materno infantil será a segunda unidade de referência da rede terciária na capital, com cerca de oito milhões habitantes.

O chefe de governo português congratula-se por uma empresa do seu país, no caso a “Casais”, estar em Angola a oferecer conhecimento na construção de infra-estruturas e na melhoria dos indicadores humanos, como a construção do hospital.

António Costa aconselhou a promoção do diálogo permanente entre o dono da obra e o empreiteiro, para promover a confiança entre si.

Enalteceu as boas relações com Angola, reafirmou a elevação do investimento de mil para mil e 500 milhões a linha de crédito para o parceiro africano, para implementar novos projectos e investimentos.

Questionado sobre a dívida anolana, António Costa reconheceu momentos muitos bons da economia angolana, mas que entre amigos os problemas se resolvem sempre.

Acompanharam a visita ao hospital materno infantil de Camama o ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, o embaixador de Angola em Portugal, Carlos Alberto Fonseca, entre outras individualidades.