O director clínico da referida unidade sanitária, António Nzinga, que prestou a informação hoje à imprensa, disse que a ausência desses serviços naquela maior unidade sanitária da circunscrição tem obrigado os pacientes a recorrerem à outras regiões do país.
Sem avançar números, a fonte disse que o hospital local regista diariamente muitos casos de pacientes com problemas cardiovasculares e fracturas, estes últimos derivados por acidentes de viação, que são transferidos, na sua maioria, para as províncias de Cabinda e Luanda.
Explicou que os dois médicos cardiologistas e um ortopedista de nacionalidades russa e coreana que atendiam esses casos naquele hospital terminaram o seu contrato de trabalho há mais de um ano.
De acordo ainda com a fonte, o hospital municipal do Soyo clama também por serviços de urologia, oftalmologia e otorrinolaringologia, que nunca funcionaram naquela unidade sanitária.
Para o efeito, António Nzinga pediu às entidades competentes a envidarem esforços para o envio de mais médicos, visando garantir o normal funcionamento do hospital municipal.
Com capacidade de 170 camas, o hospital municipal do Soyo funciona com 16 médicos e 115 enfermeiros. A unidade sanitária presta serviços nas áreas de imagiologia, estomatologia, bloco operatório, pediatria, maternidade, entre outros serviços.
O município do Soyo tem uma população estimada em 227 mil e 175 habitantes.
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