Lídia Dembi, que apresentou os dados num seminário realizado hoje, para "Reflexão no Atendimento do Paciente Vítima de Queimaduras", disse que foram registados desde o início do ano um total de 2.893 casos naquela unidade, a única do género em Angola.

Em 2017, foram registados um total de 5.990 casos de queimaduras, dos quais mais de 60% em crianças até aos 14 anos.

Segundo a diretora-geral do único hospital de especialidade do país, a falta de primeiros socorros às vítimas no local do acidente, a escassez de recursos humanos, como médicos especialistas enfermeiros, nutricionistas, entre outros são os grandes desafios no atendimento às pessoas com queimaduras.

A responsável considerou essencial o rápido e eficiente atendimento ao paciente com queimaduras nas salas de emergências, para a sua sobrevivência e sucesso no tratamento.

De acordo com Lídia Dembi, foram registados progressos nos últimos tempos no tratamento aos pacientes com queimaduras, todavia, as estratégias de prevenção colocadas em prática ainda não resultaram na alteração significativa do dramático quadro epidemiológico das queimaduras.

Face à preocupação com o elevado número de pacientes vítimas de queimadura, que não recebem atendimento inicial do acidente, a única unidade hospitalar especializada organizou o seminário para dotar de conhecimentos básicos os profissionais de saúde nessa área, evitando mortes e sequelas graves.