O facto foi revelado à Angop hoje (terça-feira), pelo responsável da secção de hemoterapia do hospital provincial, Silva Pedro, esclarendo que, perante a insuficiência de sangue na instituição o recurso tem sido a doação de familiares dos pacientes, a par de campanhas de doação massiva promovida por funcionários de instituições públicas, fiéis de várias igrejas e membros de organizações filantrópicas.

Esclareceu que o banco, que dispõe de uma capacidade de armazenar 200 bolsas (num total de 100 mil mililitros de sangue) tem actualmente de apenas cinco bolsas de 500 mililitros/cada.

No âmbito das acções de solidariedade promovida por várias instituições e organizações para suprir a carência do banco hemoterapia do hospital provincial, a instituição colheu de Janeiro a Maio do ano em curso, 100 mil mililitros de sangue doados por  200 dadores voluntários.

No mesmo período de 2018, o banco de sangue registou uma redução de 98 mililitros de sangue doados em consequência do decréscimo de 196 dadores que afluíram à instituição.

O responsável esclareceu que parte do sangue colhido durante as campanhas de doação foi descartado após testes de HIV-Sida, sífilis, malária e hepatite B e C, à luz das medidas de prevenção para se evitar a transfusão de sangue contaminado aos doentes.

Referiu que os dadores detectados com alguma doença infecciosa são submetidos a terapia de aconselhamento confidencial e de seguida, encaminhados à uma unidade de tratamento, de acordo com a patologia que apresentarem.

Apontou a exiguidade do espaço onde funciona o banco de hemoterapia, associada a necessidade do reforço das medidas de bio-segurança, aumento dos meios técnicos e actualização permanente dos conhecimentos do pessoal, como principais dificuldades da secção que funciona actualmente com onze técnicos.

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