Ouvidos pela ANGOP, os pacientes que estão a ser assistidos pelo Centro de Hemodiálise do Hospital Central do Huambo realçam que a instalação de uma unidade sanitária idêntica no Bié viabilizará o acesso de mais doentes renais a uma oportuna e eficiente assistência médica e medicamentosa.

Segundo eles, a abertura destes serviços na região reputa-se de grande importância, medida em que vai acabar com os custos de deslocação do Bié para o Huambo, para o tratamento de hemodiálise.

Avelino Jamba, um dos doentes renais há mais de dois anos, informou que devido a falta destes serviços na província do Bié viu-se obrigado a deslocar-se para a vizinha região do Huambo, onde recebe assistência médica e medicamentosa.

Acrescentou que tem-se deslocado do Bié para o Huambo sempre que tiver de fazer sessões de hemodiálise, já que não pode mudar de residência, por ser funcionário público e chefe de família, apesar dos avultados custos com os transportes.

De acordo ainda com Avelino Jamba, na sua condição encontram-se muitos cidadãos, que por insuficiência de recursos financeiros para se deslocarem ao Huambo e ou para se mudarem, de forma temporária, estão privados da assistência médica e medicamentosa, como sendo a única forma de tratamento da doença.

Já Arleth Samete viu-se obrigada a trocar a sua terra natal pelo Huambo, por não suportar mais os gastos com as viagens na busca pelos cuidados de saúde.

Por este motivo, a cidadã, que se encontra desempregada, interrompeu a formação de nível superior, numa altura em que depende apenas de apoios familiares para custear a estada nesta região do planalto central, além do tratamento em si, com a aquisição dos medicamentos

Quem também  teve a necessidade de deixar a província do Bié pelo mesmo motivo é a encarregada de educação Anónia Cristina, para melhor acompanhar o tratamento médico e medicamentoso do filho de 15 anos de idade, cujo problema foi-lhe diagnosticado no final de 2019.

Segundo ela, até ao princípio deste ano, também optava por efectuar viagens diárias, tendo acabado por desistir pelos gastos avultados em transporte e canseira do percurso de 210 quilómetros.

A hemodiálise é um procedimento através do qual uma máquina limpa e filtra o sangue,  o procedimento que retira do organismo resíduos que são prejudiciais à saúde, como o excesso de sal e de líquidos.

Inaugurado em 2013, o Centro de Hemodiálise do Huambo, que funciona de segunda a sábado, num período das 6 às 22 horas e de forma excepcional domingo, para questões de emergências, assiste, actualmente, 107 doentes com problemas de insuficiência renal crónica e aguda, num universo de 39 trabalhadores, entre médicos, enfermeiros e trabalhadores administrativos.

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