A distimia é o nome que é dado a um conjunto de sintomas que indiciam estados depressivos. É, todavia, uma forma mais ligeira da depressão, pois o indivíduo, ao contrário do que sucede nos casos de depressões mais graves, é capaz de realizar as suas tarefas habituais diárias, mas sente falta de prazer crónico, desesperança, desânimo, desinteresse pela vida, baixa autoestima e um sentimento de negatividade que se tende a prolongar por norma durante pelo menos dois anos.

Muitas vezes confundida com mau humor, é causada por alterações químicas no cérebro e pode surgir como reação ao stresse excessivo, devido a múltiplos acontecimentos de vida, como o desemprego, perdas familiares ou relacionais, dor crónica ou ainda outras doenças. Além disso, pode surgir na sequência de certos padrões de pensamento que se tornam crenças fortes, como sucede com "sou um perdedor", "não consigo ter relacionamentos" ou "não faço nada de jeito".

O que é que se pode fazer para ajudar uma pessoa que sofre com este problema? "Sugira-lhe outras alternativas construtivas, que desafiem a sua forma pessimista de pensar", aconselha o psicólogo clínico Fernando Magalhães. "Mostre-lhe sistematicamente uma imagem mais favorável e realista dele e do mundo", recomenda ainda o especialista, que aponta ainda outra estratégia. "Ajude-a a relaxar e a realizar atividades nas quais sinta prazer", sugere o médico.

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