A ministra da Saúde dinamarquesa, Elle Trane Norby, assinou hoje em Seattle, Estados Unidos, uma declaração de intenções com uma rede de laboratórios para criar o centro internacional para combater a resistência aos antibióticos, segundo um comunicado emitido.

O futuro “Centro Internacional para Soluções Interdisciplinares sobre Resistência aos Antibióticos”, financiado pela Dinamarca e por capital privado, deve abrir no próximo ano e pode criar cerca de 500 postos de trabalho.

As infeções resistentes a antibióticos são um problema global, que afeta sobretudo os países mais desenvolvidos. Segundo um estudo do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, cerca de 33 mil pessoas morrem anualmente na Europa devido às resistências antimicrobianas.

Descobertos na década de 1920, os antibióticos já salvaram dezenas de milhões de vidas combatendo eficazmente as doenças bacterianas, como pneumonia, tuberculose ou meningite. Mas, ao longo das décadas, as bactérias mudaram para resistir a esses fármacos.

A Organização Mundial da Saúde já emitiu vários alertas sobre o assunto, temendo que o mundo fique sem antibióticos eficazes, e pediu às farmacêuticas que ajudem a criar uma nova geração de fármacos capazes de lutar contra as chamadas superbactérias, muito resistentes a antibióticos.

As resistências das bactérias aos antibióticos podem ser consideradas fenómenos naturais, mas o abuso ou mau uso de antibióticos acelera o processo.

Além de medidas políticas mais locais ou globais, cada cidadão pode contribuir para não agravar o problema, como por exemplo, não tomar estes medicamentos sem receita médica, seguir as prescrições e tomar a embalagem completa, cumprindo horários e dosagens.

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